Europa pede que população estoque suprimentos em caso de guerra ou outras emergências: ‘Novo estilo de vida’


Comissão Europeia lançou estratégia única para preparar cidadãos em caso de emergência. Nas redes sociais, autoridade pede para que população guarde itens como comida e remédios. Europa pede para que população guarde suprimentos para 3 dias
A Comissão Europeia pediu nesta quarta-feira (26) que a população mantenha estoques de suprimentos suficientes para, pelo menos, 72 horas em caso de emergências, como uma guerra. A medida faz parte de uma iniciativa chamada Estratégia de Preparação da União Europeia.
Segundo a comissão, o bloco está se preparando para diversos riscos, incluindo desastres naturais, ataques cibernéticos e crises geopolíticas, além da possibilidade de agressão armada contra países da Europa.
Em um comunicado, a comissária europeia responsável pela preparação e gerenciamento de crises, Hadja Lahbib, afirmou que as ameaças enfrentadas pela Europa atualmente são mais complexas do que nunca.
“Há três anos, na Ucrânia, temos visto um campo de batalha com bombas e balas, drones e aviões de combate, trincheiras e submarinos. Nossa segurança europeia está diretamente ameaçada por isso”, disse.
Lahbib ressaltou ainda que a segurança dos cidadãos envolve outros “campos de batalha”, como celulares, computadores e usinas de energia. Segundo ela, todos esses setores “estão sendo transformados em armas para ameaçar” o modo de vida e as democracias europeias.
Em um vídeo bem-humorado divulgado nas redes sociais, a comissária deu exemplos de itens essenciais que devem ser armazenados. Ela recomenda que as pessoas tenham água, comida, medicamentos, dinheiro, carregadores para celular, uma lanterna e um rádio pequeno. Veja acima.
“Pronto para qualquer coisa. Esse deve ser nosso novo estilo de vida europeu”, escreveu ela em um post no X.
Anteriormente, a União Europeia já contava com uma série de medidas preventivas que podiam ser aplicadas em diferentes contextos. Agora, o bloco elaborou uma proposta para melhorar a coordenação desses esforços.
Ao todo, a nova estratégia conta com 30 ações-chave e um plano de ação com o objetivo de criar uma “cultura de preparação”, aprimorar os sistemas de alerta, garantir a continuidade de serviços essenciais e ajudar os cidadãos a se prepararem para enfrentar crises.
Países têm estratégias próprias
Bandeiras da União Europeia.
Yves Herman/ Reuters
Alguns países europeus atualizaram recentemente cartilhas e outros materiais de orientação para instruir a população sobre como agir em caso de guerra ou outras crises.
No fim de 2024, Suécia e Finlândia publicaram novas diretrizes para a preparação diante de incidentes e emergências. Na Suécia, por exemplo, uma espécie de “cartilha para a guerra” foi distribuída à população. No documento, o governo:
alerta para o risco de um conflito, afirmando que todos os cidadãos entre 16 e 70 anos poderiam ser convocados “para defender o país e a nossa liberdade” em caso de guerra;
apresenta uma ilustração com um galão de água, agasalhos, alimentos enlatados, um rádio a pilha e itens de higiene e primeiros socorros, ressaltando que “a maioria de nós deve estar preparada para se virar sozinha por pelo menos uma semana”;
recomenda que as pessoas se preparem com antecedência, a fim de evitar emergências;
orienta a população a identificar abrigos e a reconhecer os diferentes tipos de sirenes de alerta usados em suas cidades.
Na semana passada, a imprensa francesa noticiou que o país também está elaborando uma espécie de manual de sobrevivência, que será enviado para a população nos próximos meses.
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